A mamografia é tida como um método muito importante para a identificação do câncer de mama em pacientes após 40 anos, mamas volumosas e lipossubstituídas.
Através da radiografia produzida pelo equipamento é possível detectar alterações na mama e que aparecem na imagem obtida.

Mulheres que têm mamas mais gordurosas ou na pós-menopausa são bastante beneficiadas, pois o mamógrafo permite a visualização de pequenos nódulos que, muitas vezes, não são identificados no exame feito com as mãos. Além disso, a mamografia usa uma carga de radiação segura, evitando altos riscos para a paciente que realiza o exame conforme as recomendações.

 

No Brasil, em decorrência do câncer de mama, mais de 12 mil mulheres morrem por ano, número que equivale a 2,5% das mortes femininas registradas no país.

Dados emitidos pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) mostram que a maioria das mulheres ainda vão a óbito por falta de informação, pois a mamografia pode identificar o tumor e aumentar as chances de cura que hoje, graças a identificação precoce e os tratamentos, pode chegar a 95%.

 

Ainda assim é preciso que as mulheres deixem algumas crenças de lado para conseguir realizar a mamografia em um período responsável. Muitas mulheres têm a ideia de que o exame provoca muita dor nas mamas, algo pelo qual os mastologistas e radiologistas lutam para desmistificar, com o objetivo principal de informar o público feminino e evitar que essas tantas mulheres desistam do exame.

Algumas acreditam ainda que a compressão do tecido mamário pode causar a disseminação do câncer pelo corpo, algo que é totalmente impossível, visto que nenhum exame clínico ou laboratorial comprova isso.

O British Journau of Cancer mostrou, em publicação recente, uma pesquisa afirmando que, com o exame, é possível evitar 1.120 mortes a cada 100 mulheres entre 50 e 74 anos. Ou seja: a mamografia é essencial para salvar vidas.

Há casos onde o câncer aparece no intervalo entre uma mamografia e outra, o que os especialistas chamam de “carcinoma de intervalo”. Para isso, no intervalo dos exames de mamografia, devemos realizar o exame de ultrassonografia de mamas, outro método de identificação do câncer.

 

Com todos esses dados e visando melhorar a qualidade diagnóstica é de extrema importância que os exames sejam direcionados para clínicas radiológicas de alta capacidade, que possuem equipamentos de ponta e bem amparados tecnicamente.

Somente com a responsabilidade atrelada à tecnologia, é que mais vidas poderão ser mantidas e doenças tratadas sem dor.